domingo, 1 de fevereiro de 2026

A magia do amor



Por instantes, ele hesitou; sentiu uma pequena parte de si chegando ao fim.

Percebia que aquele amor, sem muitos interesses, fluíra para um romance florescente.

Os sentimentos, outrora fluidos e incontroláveis, sossegaram.

Deixaram de ser novidade, pois aquela mulher era muito diferente.



O que sentia deixou de ser um sentimento estático.

Dia a dia ganhava movimento, ora estimulante, ora assustador.

Nos momentos a sós, via-se cada vez mais envolvido.

Era óbvio que a curiosidade inicial se transformara em amor.



Teria de pensar muito bem nos próximos passos.

Histórias de isolamento não faltam, mesmo com pessoas ao redor.

Sempre encontramos uma razão quando dialogamos com o silêncio.

Reassumir o controle é a saída quando perdemos a toada do amor maior.



São muitas as histórias que demandam coragem.

Elas tocam exatamente nos pontos onde mais nos fizeram mal.

Amantes do corpo provocam dores no amor, mas

a separação das almas causa sempre uma cicatriz emocional.



Se antes o medo guiava, hoje ele declina.

Há toda uma dualidade entre a segurança e o risco de assumir.

Enquanto o primeiro se comporta de forma passiva,

o segundo insta a viver no controle, assumindo as rédeas do porvir.



Nesta vida, doa o que doer, seja sempre você.

Tenha um coração sereno, pleno de princípios; seja prudente, abrace seu irmão.

Histórias de amor são a tônica da sociedade presente.

Embora obsoleto, sempre direi: “vem viver comigo, peço tua mão.”



Manoel Cláudio Vieira

01/02/2026 – 00h48